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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

5 fundos imobiliários que estão mais rentáveis do que antes da pandemia

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Sílvio Crespo

Sílvio Crespo é sócio do Grana, aplicativo que automatiza o IR de investimentos na Bolsa. Como jornalista de economia, ganhou diversos prêmios, inclusive o de melhor blog de economia do Brasil, concedido pela Case New Holland, pelo antigo blog Achados Econômicos, no UOL. Paralelamente, hoje cursa psicologia na USP.

14/05/2021 04h00

Todos sabemos que a pandemia tem sido um arraso do ponto de vista humano e também financeiro, que é o tema desta coluna.

Os preços dos fundos de investimento imobiliários (FIIs), especialmente, despencaram em março do ano passado. Os investidores achavam que esses papéis não iriam mais continuar pagando bons dividendos. Porém, alguns continuaram.

Nesta coluna eu compartilho dados da Economatica mostrando cinco fundos imobiliários que hoje estão com um retorno em dividendos maior do que estavam antes da pandemia.

5. KNHY11: 10,03% em 12 meses

O fundo Kinea High Yield CRI FI está atualmente com um DY (retorno em dividendos, na sigla em inglês) de 10,03% em 12 meses.

Isso quer dizer que, se você investir R$ 10.000 nesse papel hoje, e se ele continuar remunerando seus cotistas nesse ritmo, você passará a ter uma renda passiva de R$ 80 por mês.

Em janeiro de 2020, antes de o mercado imobiliário começar a sofrer os primeiros impactos da pandemia, o DY do KNHY11 era de apenas 7,11%. O aumento de quase 3 pontos percentuais ocorreu porque o preço do ativo caiu muito, enquanto os dividendos não diminuíram na mesma proporção.

O KNHY11 é um fundo de um tipo chamado "de papel", ou seja, ele não possui diretamente os imóveis, e sim papéis que representam rendimentos gerados por imóveis.

4. CPTS11: 10,51% em 12 meses

O retorno em dividendos do Capitania Securities II em 12 meses está em 10,51%. Isso representa um aumento de 1,78 ponto percentual em comparação com janeiro de 2020, quando o DY estava em 8,73%.

Este também é um fundo de papel. Ele aplica os recursos dos cotistas em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).

3. TGAR11: 13,84% em 12 meses

O fundo TG ativo Real (TGAR11) apresenta atualmente um retorno em dividendos de 13,84% em 12 meses. O preço desse ativo recuperou todas as suas perdas, atingindo o seu valor recorde de R$ 144 em janeiro de 2021.

Diferentemente dos dois fundos citados acima, este não é de papel, e sim "de tijolo", no jargão dos investidores. O TGAR11 desenvolve empreendimentos imobiliários para depois vender ou receber aluguéis. É um tipo de ativo mais arriscado do que os dois anteriores.

2. RECR11: 14,37% em 12 meses

O REC Recebíveis Imobiliários está atualmente com um DY de 14,37%, considerando o período de 12 meses. Isso representa um aumento de mais de 6 pontos percentuais em comparação com janeiro de 2020, quando o DY estava em 8,21%.

O aumento resultou de dois fatores: primeiro, o preço do FII recuperou todas as perdas anteriores à pandemia; em segundo lugar, ele também aumentou o valor absoluto da remuneração aos cotistas.

1. IRDM11: 14,45% em 12 meses

O fundo Iridium Recebíveis Imobiliários foi outro exemplo de papel que recuperou todas as perdas da pandemia, em termos de preço, e ainda aumentou os proventos pagos aos cotistas. O DY nos últimos 12 meses foi de 14,45%, bem acima dos 9,25% de retorno em janeiro de 2020.

Este também é um fundo de papel, como a maioria dessa lista. Ele mantém pelo menos dois terços dos seus ativos em CRIs, ou seja, em papéis que representam aluguéis ou outros tipos de recebíveis.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL