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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

8 empresas da Bolsa que pagam dividendos acima de 10% ao ano

Exclusivo para assinantes UOL
Sílvio Crespo

Sílvio Crespo é sócio do Grana, aplicativo que automatiza o IR de investimentos na Bolsa. Como jornalista de economia, ganhou diversos prêmios, inclusive o de melhor blog de economia do Brasil, concedido pela Case New Holland, pelo antigo blog Achados Econômicos, no UOL. Paralelamente, hoje cursa psicologia na USP.

28/05/2021 04h00

Para quem já construiu um patrimônio e quer transformá-lo em fonte de renda, uma das soluções é investir em ações que pagam bons dividendos.

Pensando nisso, compartilho com os leitores do UOL Economia+ uma lista de oito ações que atualmente estão com um retorno em dividendos (ou DY, na sigla em inglês) acima de 10% ao ano.

Isso significa que os dividendos pagos por essas companhias nos últimos 12 meses equivalem a mais de 10% do preço atual das suas ações.

Veja a lista abaixo. Os dados consideram o fechamento do mercado em 25 de maio. Foram selecionados apenas papéis com liquidez diária média acima de R$ 50 milhões.

8. Eletrobras (ELET6): 10,25%

Companhias de energia elétrica em geral são boas para quem pretende ganhar dividendos, porque suas receitas são mais previsíveis do que a média. As ações da Eletrobras aparecem na 8ª posição do ranking, com um DY de 10,25%. Isso ocorre apesar de os seus papéis estarem com preço no maior nível da sua história, em torno de R$ 43.

7. Minerva Foods (BEEF3): 10,28%

A empresa do ramo de alimentos Minerva Foods é um caso típico de empresa que tem aumento de retorno de dividendos não por conta de um desempenho excepcional, mas pela queda do preço da ação.

Há um ano, os papéis da companhia eram negociados a mais de R$ 14, e hoje estão em torno de R$ 10. Quando o preço de uma ação cai, e o pagamento em dividendos se mantém, o DY sobe.

6. Vivo (VIVT3): 10,32%

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, é mais um exemplo de empresa cujo DY aumentou por conta de uma queda no preço das ações.

Os papéis da companhia chegaram a R$ 54 em janeiro de 2020, mas atualmente têm oscilado em torno de R$ 43. A Vivo também não teve variações significativas de lucro e de receita no último ano.

5. Cesp (CESP6): 10,41%

A Companhia Energética de São Paulo é um caso de concessionária de energia que voltou a ser atrativa em termos de dividendos graças a uma queda recente no preço da ação.

Os papéis CESP6, que chegaram a custar mais de R$ 30 antes da pandemia, agora ficaram mais baratos e são negociados a cerca de R$ 25.

4. CPFL (CPFE3): 11,36%

As ações da CPFL estão com um retorno em dividendos em 11,36% e além disso apresentou uma queda significativa do seu endividamento nos últimos três anos. A dívida líquida da companhia, em 2018, equivalia a mais de 180% do seu patrimônio; hoje está em 94%.

3. Cyrela (CYRE3): 12,56%

A Cyrela destoa da maioria das empresas dessa lista porque não é uma companhia de energia e nem uma concessionária de serviços públicos. A construtora e incorporadora de imóveis está com um retorno em dividendos de 12,56%. O lucro da companhia mais do que triplicou em 2020, atingindo R$ 1,8 bilhão.

2. Taesa (TAEE11): 13,46%

A Taesa é um ponto fora da curva nesta lista porque, apesar de ser uma concessionária de energia, seus papéis estão sendo negociados com preço no maior nível da sua história, diferentemente das demais companhias do setor, que tiveram quedas recentes.

Apesar da alta, as ações estão com um dos melhores DYs da Bolsa brasileira, a 13,46%. A receita líquida da Taesa dobrou de 2019 para 2020, somando R$ 3,6 bilhões.

1. Copel (CPLE6): 15,72%

A Companhia Paranaense de Energia apresenta atualmente um retorno de dividendos de 15,72%. Suas ações têm sido negociadas a um preço próximo da sua máxima histórica, indicando que o DY alto não é resultado de queda dos papéis.

O que elevou o seu retorno em dividendos foi uma grande distribuição de proventos no início de 2021. Somente nos primeiros meses deste ano, a empresa já pagou R$ 0,66 dividendos por ação, mais do que o dobro do que foi pago no ano passado inteiro. O lucro da companhia subiu 95% em 2020, em comparação com 2019.

Importante

As informações desta coluna não representam uma recomendação de compra nem de venda. O objetivo é fornecer dados que ajudem os investidores a tomarem suas próprias decisões, de acordo com o seu perfil de risco.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL