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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Contra crises: 5 investimentos que protegem seu dinheiro de turbulências

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Sílvio Crespo

Sílvio Crespo é sócio do Grana, aplicativo que automatiza o IR de investimentos na Bolsa. Como jornalista de economia, ganhou diversos prêmios, inclusive o de melhor blog de economia do Brasil, concedido pela Case New Holland, pelo antigo blog Achados Econômicos, no UOL. Paralelamente, hoje cursa psicologia na USP.

03/09/2021 04h00

O ano eleitoral está chegando, a pandemia vai e volta com novas variantes, o PIB (produto interno bruto) do Brasil voltando a encolher...Diante de tudo isso, separei para você nesta coluna cinco investimentos que têm o poder de proteger o seu patrimônio diante de crises. E pode ter certeza, sempre vai ter uma no meio do caminho.

Veja abaixo que investimentos são esses.

1. Tesouro Selic

O título do Tesouro Direto chamado Tesouro Selic é o investimento mais conservador e, portanto, mais seguro do país. Com ele, você nunca vai ganhar muito dinheiro, mas também não vai perder.

A segurança desse ativo deve-se, em primeiro lugar, ao fato de ser um título emitido pela União, que é também o emissor da moeda nacional, o real. Logo, em último caso, o Tesouro Nacional, se estiver sem recursos e sem capacidade de emitir novas dívidas, pode "imprimir" dinheiro para pagar seus credores.

Todos os títulos do Tesouro têm essa segurança, mas o Tesouro Selic, especificamente, tem um ponto a mais: ele é pós-fixado e segue a Selic, a taxa básica de juros do país.

Ou seja, você só ficaria no negativo se os juros básicos caíssem abaixo de zero. Na prática, o que pode ocorrer é você perder para a inflação, o que também é difícil, pois, com o Banco Central autônomo, a tendência é a de que os juros subam se os preços aumentarem.

2. Fundos cambiais

Quanto o Brasil está em crise, a tendência é de que o dólar suba em relação ao real. Nesse caso, para não perder dinheiro, seria necessário ter uma moeda forte na carteira, e isso é possível investindo em fundos cambiais.

No entanto, esses fundos costumam ser muito voláteis —ou seja, eles sobem e descem com mais frequência. Se o dólar cair, você pode perder dinheiro.

Então, o mais recomendável é só investir nesses fundos se você tiver algum compromisso no exterior. Por exemplo, pretende viajar nos próximos meses ou anos? Está ajudando o filho que mora na Europa? Vai importar algum produto caro?

Colocando o dinheiro em fundos cambiais, você não perde poder de compra em moeda estrangeira se o real se desvalorizar muito.

3. Ações de empresas exportadoras

Se você investe em ações, uma forma de evitar grandes oscilações por conta de crises internas é incluir na carteira alguns ativos de empresas exportadoras.

Alguns exemplos são: Weg, Gerdau, JBS e Suzano. Se o dólar subir muito, essas companhias tendem a faturar mais e, assim, o preço de suas ações costuma subir.

4. Ações de empresas estrangeiras

Se quiser ficar ainda menos exposto às crises nacionais, você pode comprar ações de empresas estrangeiras.

No Brasil, existem corretoras que ajudam brasileiros a investir no exterior, como a Avenue e a Passfolio.

Ou então, se quiser ações das gigantes da tecnologia, como Apple, Google e Amazon, entre outras, você pode investir em BDRs (Brazilian Depositary Recepits). São papéis que representam companhias estrangeiras, ou seja, é como se você tivesse ações dessas empresas. Você pode investir em BDRs por meio do seu banco ou corretora.

5. Bitcoin e criptomoedas

Os criptoativos podem funcionar como proteção porque eles não são ligados a nenhum governo. Em países que vivem hiperinflação, o bitcoin e outras criptomoedas são usados como proteção.

No entanto, não há necessariamente uma correlação entre o preço do bitcoin e a economia nacional a curto ou médio prazo. Portanto, pode acontecer de a Bolsa despencar e o bitcoin também, no mesmo dia, por motivos diferentes.

As criptomoedas, a meu ver, só possuem função de proteção patrimonial a longo prazo. Ainda assim, é bem arriscado, porque nenhuma delas está livre de cair em desuso um dia.

Ficou difícil escolher?

Se esse texto mais confundiu você do que ensinou, apenas saiba que, se quiser correr o menor risco possível, a aplicação mais indicada é o Tesouro Selic.

Se você já tem investimentos em renda variável e quer criar um contrapeso para os momentos de crise, aí, sim, vale a pena pensar nos outros itens da lista.

E lembrando: todas as empresas e ações citadas aqui não são uma recomendação de compra. São apenas exemplos. Antes de comprar, você precisa analisar a fundo a companhia ou seguir a indicação de analistas profissionais e certificados. Aqui no UOL, você obtém recomendações de investimentos com a Levante.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL