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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

BR Distribuidora e Vivo: o impacto dos resultados nas ações hoje

BR Distribuidora: rentabilidade em alta - Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo
BR Distribuidora: rentabilidade em alta Imagem: Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo
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Felipe Bevilacqua

12/05/2021 08h35

Hoje vamos conversar sobre os resultados apresentados ontem (11) pelo BR Distribuidora (BRDT3) e pela Vivo (VIVT3). A distribuidora de combustíveis busca aumentar sua rentabilidade. No caso da Vivo, todas as atenções no setor estão voltadas para a expansão da rede de fibra ótica da empresa de telecomunicações.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os leitores de UOL Economia+. Conheça os recursos do serviço de orientação financeira UOL Economia+, para quem quer investir melhor.

BR Distribuidora: os frutos da eficiência

Maior distribuidora de combustíveis do país, a BR Distribuidora divulgou forte ganho de rentabilidade no primeiro trimestre de 2021, mesmo com volume de vendas menor do que a capacidade. Sinal de que implementação de medidas de eficiência começa a dar frutos.

A estratégia comercial e o sistema de precificação mais eficiente permitiram à companhia praticar preços em linha com os aumentos nas refinarias. As margens recorrentes atingiram patamares recordes em relação ao histórico.

Os resultados fortes são dignos de uma companhia com alto padrão de operação. Esperamos reação positiva do mercado no curto prazo, mas atenção: no pregão de hoje (12) pode haver realização de lucros. As ações da companhia (BRDT3) subiram 1,36% ontem, na expectativa dos resultados.

A BR já desembolsou cerca de R$ 2,3 bilhões em dividendos em 2021, relativos aos resultados de 2020, um equivalente a 10% de retorno, um dos maiores do mercado. Ainda há espaço para mais pagamento de dividendos em 2021, se considerarmos uma melhora gradual dos volumes de vendas daqui por diante.

Além disso, a companhia espera economizar mais R$ 450 milhões com a implementação de mais medidas de eficiência. A aceleração do sistema de precificação, por sua vez, pode adicionar mais R$ 100 milhões em lucro bruto ainda em 2021.

Vivo: resultado abaixo das expectativas

O resultado da Telefônica Brasil, mais conhecida pela marca Vivo, veio abaixo das expectativas, principalmente na telefonia celular. O único destaque positivo foi o crescimento das receitas com fibra ótica. Não o consideramos suficiente, porém, para evitar impactos negativos no preço das ações (VIVT3) no curto prazo.

A companhia apresentou crescimento de 1,1% nas receitas móveis em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 7,1 bilhões. O número foi positivamente impactado pelo crescimento 10,9% na receita com vendas de aparelhos, atingindo R$ 600 milhões. As receitas de serviço móvel cresceram 0,2%, atingindo R$ 6,5 bilhões.

A receita fixa da companhia caiu 1,4%, resultando em R$ 3,7 bilhões. Assim como ao longo dos outros trimestres de 2020, a queda foi atribuída ao desligamento de tecnologias antigas. Trata-se de um movimento estratégico da companhia, que pretende focar esforços em clientes com fibra ótica e IPTV. As receitas relacionadas ao "core" da companhia, que incluem IPTV e internet via fibra ótica, aumentaram 17,2%, atingindo R$ 2,4 bilhões. Com isso, a receita líquida total da companhia subiu 0,2%, atingindo R$ 10,8 bilhões.

O lucro líquido atingiu R$ 900 milhões no trimestre, 18,3% menor do que no mesmo período de 2020, principalmente devido à piora no resultado financeiro. Os investimentos em infraestrutura aumentaram 18,0%, atingindo R$ 1,9 bilhão no trimestre, representando 17,9% da receita líquida. Apesar do desempenho fraco na parte móvel, as receitas com fibra ótica foram destaque positivo, com crescimento de 16,2% na receita média por usuário.

Todas as atenções no setor agora estão voltadas para a expansão da fibra ótica e para o leilão da Anatel para a frequência 5G. Enquanto o leilão segue sem definições, as operadoras aceleram negociações com investidores para impulsionar o crescimento da infraestrutura de fibra, negócio que tem se mostrado bem atraente para o mercado.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL