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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Rede de lojas Quero-Quero busca crescer longe da concorrência

Empresa quer chegar a 500 lojas, com abertura em cidades de até 300 mil habitantes, onde seus concorrentes são lojas de bairro - Getty Images/iStockphoto
Empresa quer chegar a 500 lojas, com abertura em cidades de até 300 mil habitantes, onde seus concorrentes são lojas de bairro Imagem: Getty Images/iStockphoto
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Felipe Bevilacqua

07/12/2021 09h35

Hoje comentaremos sobre a polêmica envolvendo a Petrobras e o presidente Jair Bolsonaro sobre um possível reajuste de preços e a respeito da expansão de Lojas Quero-Quero.

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Confira a seguir a análise de Felipe Bevilacqua, analista e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e análises de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimentos. Este conteúdo é exclusivo para os assinantes do UOL.

Petrobras: não há nenhuma decisão sobre reajuste de preços

Em meio à pressão pela redução dos preços de combustíveis, simultaneamente, à queda dos preços do petróleo, a Petrobras (PETR3, PETR4) comunicou que "não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há nenhuma decisão tomada por seu grupo executivo de Mercado e Preços que ainda não tenha sido anunciada ao mercado".

O comunicado da estatal vem como resposta à declaração do presidente Jair Bolsonaro de que a empresa anunciaria uma diminuição no preço dos combustíveis a partir desta semana. A companhia ainda reiterou seu "compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais".

Ao longo dos últimos meses, a estatal tem sido pressionada, tanto por parte do governo quanto por parte da população, para reduzir o preço dos combustíveis vendidos em suas refinarias. A fala do presidente ocorre num momento em que o preço do barril de petróleo do tipo Brent, que a Petrobras usa como referência, acumula queda de quase 20% desde as máximas de outubro no mercado internacional.

A escalada nos custos dos combustíveis é um dos principais responsáveis pela alta da inflação no ano. Por outro lado, os possíveis impactos da variante Ômicron na atividade podem afetar a recuperação econômica em caso de retomada das restrições, ocasionando em uma demanda menor de petróleo e a consequente queda nos preços.

Na segunda-feira (6), entretanto, prevaleceu um viés mais otimista a respeito da disseminação da Ômicron diante de evidências de sintomas mais leves da nova cepa. Assim, acompanhando a subida das cotações do petróleo, as ações da Petrobras fecharam o pregão em alta - mesmo sob o fogo amigo da redução de preços do diesel e da gasolina. O papel ordinário fechou em alta de 0,93%, a R$ 30,35, enquanto a ação preferencial encerrou a sessão com alta de 0,45%, a R$ 28,89.

Lojas Quero-Quero deve ultrapassar as 500 lojas em 2022

A rede de varejo de casa & construção Lojas Quero-Quero (LJQQ3) fechará o ano de 2021 com a abertura de 70 novas unidades, totalizando 460 lojas em cinco estados. Para 2022, a empresa planeja seguir com o mesmo plano de expansão, prevendo ultrapassar 500 lojas no Brasil.

Após a abertura de capital na B3, a empresa atravessou um processo de rápida expansão na receita e chegou a crescer 40% ao ano em 2020. Em 2021, houve uma desaceleração, porém a companhia conseguiu se manter acima dos dois dígitos de crescimento.

O cenário econômico conturbado, de alta da inflação e aumento da taxa Selic, prejudicou a empresa, assim como todo o setor do varejo. O receio do impacto desses fatores nos resultados da empresa fez com que as ações da Lojas Quero-Quero caíssem mais de 35% no ano.

Por outro lado, mesmo com as dificuldades do curto prazo, a empresa prossegue com a projeção de abertura de lojas em cidades de até 300 mil habitantes, onde seus concorrentes são majoritariamente lojas de bairro.

A estratégia de negócios da companhia assemelha-se com o modelo de lojas dos Estados Unidos. Apesar de não ser comum no Brasil em cidades com menor oferta de grandes varejistas, o plano tem mostrado resultados. Além disso, a Lojas Quero-Quero também aposta no fornecimento de um cartão de crédito próprio para seus clientes.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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Errata: o texto foi atualizado
O título da matéria dizia, de maneira incorreta, que a rede Quero-Quero é de supermercados. Na verdade, é uma rede varejista de casa e construção. A informação foi corrigida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL