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Mesmo quando greve acabar, vida deve demorar até 10 dias para se normalizar

Natalia Gómez

Colaboração para o UOL, em Maringá (PR)

29/05/2018 15h48

Os efeitos da greve dos caminhoneiros levarão vários dias para serem superados, mesmo depois que a paralisação terminar. Em alguns segmentos, como o transporte urbano, a vida pode voltar ao normal dois dias após a retomada do abastecimento de combustível, mas em setores como o de supermercados, a normalização pode levar até dez dias.

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Veja abaixo como deve ser a retomada de cada área.

Postos de combustível

Os postos de combustíveis devem levar três dias para voltar a operar normalmente no Rio de Janeiro, após a liberação total, segundo levantamento realizado pelo Sindicomb, entidade que representa os revendedores de combustível. A estimativa se baseia em dados de mais de 400 revendedores associados do sindicato.

A Associação Nacional das Distribuidores de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural) não estimou quanto tempo será necessário para a total normalização do abastecimento, mas afirmou em nota que os efeitos serão sentidos logo após a liberação de bloqueios. 

Leia a íntegra da nota:

"A Plural, por meio de suas associadas, reafirma que tão logo as desobstruções ocorram, a população começará a sentir os efeitos da retomada do abastecimento. Nas regiões desobstruídas do Norte e parte do Nordeste, o abastecimento caminha para a normalidade.Neste momento, a Plural e suas associadas estão mobilizadas e efetuando todos os esforços para abastecer o país, mas reforça que em locais como São Paulo, Rio de Janeiro e Sul ainda não há um ambiente seguro o suficiente para restabelecer o abastecimento dos serviços essenciais e dos demais clientes. Destacamos que há disponibilidade de produto, de transporte e um planejamento estruturado para retomada imediata, mas apenas 10% da capacidade de distribuição está sendo suprida, pois a operação não é efetiva e demorada. Apesar da melhora ao atendimento dos serviços essenciais que seguem com escolta, a normalidade só será restabelecida com o desbloqueio das estradas e dos acessos aos terminais, usinas, portos e postos." 

Ônibus urbano

O setor de transporte urbano espera uma retomada das operações dois dias depois do fim total da greve e dos bloqueios nas estradas. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que precisa de três dias para a normalização.

Supermercados

No caso dos supermercados, a vida deve voltar ao normal em cinco a dez dias, após o fim de todos os protestos, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Alguns mercados funcionam normalmente, mas outros sofreram desabastecimento.

A Abras afirmou que não tem uma estimativa dos prejuízos sofridos com a greve e disse que a falta do abastecimento está mais concentrada em itens perecíveis, uma vez que a maioria das lojas trabalha com estoque médio de produtos não perecíveis.

A Associação Paulista de Supermercado (Apas) afirmou que a indústria e os supermercados necessitarão de até dez dias para que abastecimento, estoque e operação retornem à normalidade, depois do fim da greve. A entidade tem 1.400 associados que operam mais de 3.000 lojas.

No momento, o maior impacto da paralisação dos caminhoneiros tem ocorrido no abastecimento de frutas, legumes e verduras, que dependem de entregas diárias. Itens como carnes, leite e derivados, panificação congelada e produtos industrializados que levam proteínas no processo de fabricação também estão com as entregas comprometidas. “Esses itens representam 36% do faturamento de supermercados”, afirmou a Apas, em nota.

No Ceagesp, a operação deve voltar ao padrão dentro de três a quatro dias, segundo estudos do departamento de economia da entidade.

Entidades não têm informação

As seguintes entidades foram procuradas pela reportagem, mas disseram não ter a informação de quanto tempo seria necessário para normalizar a operação: Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Infraero, Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) e Brasilcom ().

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