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Brasil não escutou sinais que apontavam para greve de caminhoneiros, diz Luiza Trajano

Por Gabriela Mello

  • Lucas Lima/UOL

    A presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Trajano

    A presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Trajano

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil não escutou os sinais que há tempos apontavam para as consequências da falta de planejamento em infraestrutura, por isso veio a greve dos caminhoneiros, disse nesta quarta-feira (30) a presidente do Conselho de Administração da varejista Magazine Luiza, Luiza Trajano.

"O que mais aprendi nesses dias todos [de paralisação] é que temos que ficar atentos aos sinais, seja na relação de marido e mulher, de família ou empresa, e o Brasil não escutou o sinal que vinha tendo há muito tempo", afirmou a empresária durante o Brasil Investment Forum 2018, em São Paulo.

Vamos dar cartão de crédito para os caminhoneiros, eles mandam no Brasil.
Luiza Trajano, do Magazine Luiza

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Para o vice-presidente de operações do Mercado Livre, Stelleo Tolda, a questão logística é um dos principais desafios para o desenvolvimento do comércio eletrônico no país, além do acesso básico à Internet e da bancarização.

"O Brasil é difícil de operar por todas as razões de infraestrutura logística que conhecemos... Frete é caro, lento e pouco previsível, mas sou otimista porque nenhum desses desafios foi impedimento para chegarmos onde estamos hoje", afirmou Tolda.

Questionados sobre uma atuação mais forte da Amazon no mercado brasileiro, os dois ressaltaram estar preparados para enfrentar a concorrência da gigante norte-americana.

"A entrada deles é uma realidade... Nos preparamos não só para Amazon e não temos medo, temos respeito. É ótimo ter concorrente bom porque sempre te leva a ser ainda melhor", afirmou Luiza Trajano, destacando a ampla rede de lojas físicas como uma vantagem competitiva da varejista brasileira.

Tolda ressaltou que a Amazon não poderá simplesmente reproduzir o que faz nos Estados Unidos ou outros mercados. "Existe uma aprendizagem, é preciso se integrar aos meios de pagamentos locais e entender toda a logística... Fazemos isso há 19 anos, eles é que tem que olhar para gente e ver o que fazemos para fazerem melhor", afirmou o vice-presidente de operações do Mercado Livre.

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