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Entrevistas com grandes nomes do marketing, propaganda e criatividade no país


Mídia e Marketing #106: Ricardo Fort, fundador da Sport by Fort

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Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/10/2021 14h55

A pulverização das transmissões esportivas é boa ou ruim para o público? Como os anunciantes ficam nessa? E por que as empresas não investem mais em atletas e esportes olímpicos?

O programa Mídia e Marketing desta semana recebe Ricardo Fort, consultor da Sport by Fort. Formado em Engenharia, o executivo começou sua carreira no marketing da Unilever, nos anos 1990 —confira a entrevista, na íntegra, no vídeo acima.

Além de passar pelo marketing de empresas como Kellog's, Visa e Danone, Fort trabalhou por duas vezes na Coca-Cola. Em fevereiro deste ano, ele deixou o cargo de vice-presidente global de patrocínios da gigante dos refrigerantes para abrir uma consultoria própria.

Na entrevista, Fort fala sobre os problemas que o marketing esportivo atravessa para se desenvolver ainda mais no Brasil. O executivo reforça que os clubes de futebol, por exemplo, ainda erram em tratar seus uniformes como outdoor.

"O futebol visto como mídia prejudica uma grande parte do mercado. As marcas maiores, internacionais, não precisam mais de outdoor nas camisas dos clubes. Além disso, a maioria dos clubes não está pronto para falar de outros assuntos, negociar outras plataformas. O Brasil ainda está amadurecendo no mercado esportivo", afirma (a partir de 14:36).

Ele lembra que inconsistência na qualidade de administração do futebol brasileiro também atrapalha o desenvolvimento de novos negócios.

"Em geral, o futebol do Brasil tem uma imagem muito ruim. Por isso, as marcas grandes não se aproximam tanto. Entretanto, tive contato muito próximo com alguns dirigentes e percebi que também há qualidade. O futebol do Brasil pode evoluir daquela imagem que tem "cartola mal preparado". Os clubes que estão bem financeiramente e esportivamente são administrados por pessoas de muita qualidade", declara (a partir de 17:23).

Fort também fala da entrada de novos players nas transmissões esportivas.

"Estamos passando por um período de grandes mudanças no Brasil. A Globo ajudou a construir o futebol no Brasil, através de décadas de transmissões, mas é inevitável que aconteça essa fragmentação" (a partir de 27:34).

Sobre o investimento em esporte olímpico, Fort é enfático em dizer que as marcas estão perdendo grandes oportunidades.

"Eu insisto muito nisso. As marcas precisam investir no esporte olímpico, não só para reforçar o papel social da empresa, mas também por coisas simples. Os atletas olímpicos são os melhores funcionários que você pode contratar para sua empresa. São preparados para trabalhar em equipe, sabem trabalhar sob pressão e têm bom comportamento", afirma (a partir de 22:35).

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