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Reinaldo Polito


Ao anunciar bebê real, príncipe Harry mostrou que não sabe falar em público

Harry conversa com a imprensa horas depois do nascimento de seu filho

Universa
Reinaldo Polito

Autor de 31 livros que venderam mais de 1 milhão de exemplares, dá dicas de expressão verbal para turbinar sua carreira.

07/05/2019 15h46

O príncipe Harry talvez seja uma das pessoas mais queridas e admiradas do Reino Unido. Com seu jeito meigo, irreverente e quase descompromissado, foi ao longo da vida conquistando a simpatia não só dos britânicos, como também do mundo todo. Casado com a também simpática Meghan Markle, Duquesa de Sussex, formaram um casal perfeito para a realeza.

Ao comunicar o nascimento do filho, nesta segunda-feira (6), o príncipe demonstrou muita alegria, mas também deixou claro que precisaria aprimorar seu desempenho para falar em público. Ao apresentar-se diante dos jornalistas, mostrou-se muito tímido e acanhado.

Nos poucos segundos em que se postou diante do microfone, deixou claro que não fica nem um pouco à vontade quando precisa se expressar diante de um grupo de pessoas. Em poucos segundos, para dar a notícia e falar da sua felicidade, o príncipe deu inúmeros sinais de que estava constrangido:

- Passou praticamente o tempo todo esfregando as mãos e voltando muito rápido à posição de apoio depois de gesticular. Esses são sinais de que a pessoa está desconfortável e não sabe bem como se comportar quando fala em público.

- Falou para dentro, com voz sumida. Quando alguém não está seguro para se expressar diante das pessoas, a tendência é a de falar baixo, com volume que chega a ser inaudível.

- Usou quase dez "ããã" durante as pausas, dando assim sinais evidentes de que estava com dificuldade para encontrar as palavras que pudessem corporificar seus pensamentos.

Inspirações

O príncipe continua sendo visto como simpático e muito admirado por todos, mas poderia seguir o exemplo da mãe, Lady Di, que, mesmo sendo muito admirada, se submeteu a um intenso treinamento para falar em público.

Ou, ainda, de um antecessor que também ficou para a história, o rei George 6º, que protagonizou a personagem principal no filme "O discurso do rei". Nesse caso específico, a situação foi ainda pior, pois o rei era muito gago e, por isso, precisou recorrer a um professor de comunicação para conseguir fazer um discurso extremamente importante.

Por um ou outro motivo, seguindo a tradição da família, não custaria nada ao príncipe investir na sua comunicação.

Superdicas da semana:

  • Ninguém é tão bom que não possa melhorar
  • Quanto mais elevada for a posição de uma pessoa, mais precisará se apresentar em público
  • Se alguém é bem-sucedido mesmo falando mal, poderia ter conquistado suas vitórias de forma mais confortável se soubesse se expressar bem
  • A posição hierárquica não faz com que a pessoa necessariamente melhore a comunicação

Livros de minha autoria que ajudam a refletir sobre esse tema: "29 Minutos para Falar Bem em Público", publicado pela Editora Sextante; "As Melhores Decisões não Seguem a Maioria", "Oratória para advogados", "Assim é que se Fala", "Conquistar e Influenciar para se Dar Bem com as Pessoas" e "Como Falar Corretamente e sem Inibições", publicados pela Editora Saraiva; e "Oratória para líderes religiosos", publicado pela Editora Planeta.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Reinaldo Polito