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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Fundos de investimentos: o que você precisa saber antes de investir

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Fernando Damasceno

Fernando Damasceno

Especialista em fundos na área de research do banco digital modalmais. Possui mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro. Iniciou sua carreira na consultoria de riscos Riskoffice. Foi riskmanager e gestor de fundo quantitativo da Mapfre investimentos. Foi gestor de riscos em gestoras renomadas do mercado financeiro e é atuário pela Pontifícia universidade Católica (PUC)

23/08/2021 04h00

Fundos de investimentos são excelentes opções para diversificar a carteira e aumentar o potencial de rentabilidade. São muitos os tipos, o que pode confundir o investidor num primeiro momento, e é importante entender o que são e quais são as modalidades antes de investir.

Os fundos funcionam de forma similar ao modelo de sociedade em uma empresa, no qual cada investidor se torna "dono" de uma parte do total —no caso dos fundos, as cotas, que são uma fração do total de um fundo. Por isso, os fundos são uma modalidade de investimento coletivo.

Leia abaixo o artigo completo.

A principal vantagem de um fundo é colocar a gestão dos seus investimentos nas mãos de profissionais. Existem gestores especializados em estratégias específicas que, além do acesso a melhores produtos, têm maior capacidade de escolher os momentos certos de entrar ou sair de um investimento ou de avaliar seus riscos, e com isso potencializar rentabilidades e minimizar riscos.

Cada cotista adquire uma fração e, com os recursos reunidos, o gestor do fundo compra os ativos. Eles podem ser de renda fixa, multimercado, renda variável, fundos imobiliários, cambial entre outros. As composições destes fundos variam de acordo com o perfil do fundo. Veja os tipos de fundos que existem:

  • Fundos de renda fixa: reúnem títulos públicos e privados. Normalmente, acompanham o CDI, que são os fundos que possuem menor volatilidade, ou acompanham a inflação.
  • Fundos multimercado: misturam ativos de renda fixa, ações e câmbio, podendo operar tanto no mercado local como no mercado global. Nessa classe é importante entender as estratégias dos gestores e o perfil de risco de cada fundo.
  • Fundos de ações: indicados para quem deseja investir em ações, mas não possui conhecimento, tempo ou volume de dinheiro para investir diretamente na Bolsa de Valores. Por serem compostos majoritariamente por ações, pedem que o investidor possua perfil mais agressivo e possa deixar os recursos aplicados no longo prazo.
  • Fundos cambiais: geralmente usados por quem precisa se proteger de variações cambiais, como quem trabalha com importações. Esses fundos têm seu resultado atrelado ao desempenho de moedas estrangeiras e principalmente o dólar.
  • Fundos imobiliários: são fundos que aplicam em empreendimentos imobiliários, como shoppings, hospitais e prédios comerciais ou ativos relacionados, como CRIs. Ao adquirir cotas de FIIs, você se torna um dos "donos" desse imóvel, que lucram recebendo os aluguéis ou na venda desses imóveis. A diferença dessa modalidade é que são negociados em Bolsa, assim como as ações e, de acordo com a legislação, são obrigados a dividir entre os cotistas 95% dos lucros que são pagos em forma de dividendos isentos de Imposto de Renda, o que torna esse segmento muito atrativo.

Agora que sabemos quais são as principais modalidades de fundos de investimentos, é importante saber alguns aspectos antes de investir nos fundos.

Risco e classe de ativos: no que você quer investir? Entender as estratégias e o perfil de risco dos fundos é de extrema importância. Uma forma de entender é entrar no site das gestoras e buscar os relatórios gerenciais contendo as informações qualitativas e quantitativas.

Histórico de rentabilidade: sabia que um fundo que vai super bem num ano pode ir mal no ano seguinte? O que muda é a consistência do retorno desse produto. As lâminas trazem esse histórico, já descontada a taxa de administração. É importante buscar informações com máximo de prazo possível sobre o fundo da gestora.

Liquidez: entenda o que significa o D + 0, D + 30. Essas siglas têm a ver com o prazo de liquidação e resgate e varia de acordo com o perfil de risco e de fundo para fundo. Essa contagem de dias deixa você mais exposto à marcação a mercado do preço da cota do fundo.

Aporte mínimo: de quanto você precisa para entrar no fundo? E para continuar investindo nele? Existe um valor mínimo para pedido de resgate? Cada fundo possui um valor de aplicação mínima e também de movimentação mínima.

Taxas de administração e de performance: por que ficar de olho nelas? Num cenário como atual, de níveis baixos de taxa de juros, o desempenho do fundo pode ficar comprometido pela taxa de administração do fundo. Então, neste caso é importante ver a taxa de administração do fundo, e quanto está a rentabilidade líquida de taxa de administração. Isso impacta diretamente no perfil de risco dos fundos.

Existem alguns sites que ajudam na hora da tomada de decisão. Vale a pena procurar alguns sites que trazem essas informações e comparações do histórico de rentabilidade dos fundos e também das taxas praticadas. Sites como o Vérios e Comparador de fundos são excelentes sites gratuitos que podem auxiliar na hora de analisar os fundos juntamente com as lâminas divulgadas nos sites de cada gestora.

Ficam aqui as dicas de bom amigo!

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL