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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

5 ações estrangeiras que salvaram brasileiros na crise; uma rendeu 30%

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Sílvio Crespo

Sílvio Crespo é sócio do Grana, aplicativo que automatiza o IR de investimentos na Bolsa. Como jornalista de economia, ganhou diversos prêmios, inclusive o de melhor blog de economia do Brasil, concedido pela Case New Holland, pelo antigo blog Achados Econômicos, no UOL. Paralelamente, hoje cursa psicologia na USP.

17/09/2021 04h00

A Bolsa de Valores vem caindo sistematicamente desde o dia 7 de junho, acumulando uma baixa de 12% até o fechamento do mercado na última quarta-feira (15). Nesse período, quem buscou expor seus investimentos a ações de empresas estrangeiras ganhou dinheiro.

Abaixo eu listo cinco empresas estrangeiras, negociadas na B3, que tiveram um desempenho excepcional na Bolsa brasileira nos últimos três meses. Há empresa que rendeu 30% ao investidor. Veja abaixo a lista completa. Lembrando que isso não é uma recomendação, é um levantamento das empresas estrangeiras que se valorizaram na Bolsa brasileira.

Os papéis analisados são os BDRs (Brazilian Depositary Receipts), títulos operados no Brasil que representam ações de empresas listadas nos mercados internacionais.

5. Amazon (AMZO34): +13%

Os BDRs da Amazon mais do que dobraram de preço em 2020 e, mesmo assim, ainda tiveram fôlego para subir novamente enquanto a Bolsa brasileira caía.

Esses papéis custavam R$ 102,71 em 7 de junho e agora são negociados a R$ 116,27.

4. Apple (AAPL34): +23%

Quase 10 anos após a morte de Steve Jobs, a Apple continua subindo como um foguete, apesar das recentes baixas por conta da frustração do mercado com o lançamento do iPhone 13.

No ano passado, os BDRs da empresa mais do que dobraram de preço. Ainda assim, desde 7 de junho, eles já subiram 23%.

3. Microsoft (MSFT34): +25%

Os papéis que representam a tradicional empresa de software fundada por Bill Gates e Paul Allen também mantêm uma trajetória ascendente na Bolsa brasileira.

Os BDRs da companhia avançaram 25% desde 7 de junho. No ano passado, já haviam subido 78%.

2. Google (GOGL34): +25%

Entre as empresas já citadas aqui, a Alphabet, controladora do Google, é a que acumula a maior alta em 2021, de 67%.

Somente nos últimos três meses, o aumento foi de 25%.

1. Tesla (TSLA34): +30%

A empresa de Elon Musk, mais uma vez, aparece no topo. Os BDRs da Tesla foram os que mais subiram no ano passado, acumulando uma alta de nada menos que 997%.

Além disso, nos últimos três meses, a alta foi de 30%.

Ainda vale a pena?

As ações de empresas estrangeiras tendem a ter um desempenho melhor do que as brasileiras quando há crise no Brasil.

Eu, particularmente, acredito que temos grandes chances de aumentar as tensões políticas no país até as próximas eleições. Isso significa volatilidade no mercado de ações nacionais.

O que estou fazendo neste momento é comprar alguns BDRs, porque acredito que o Ibovespa (principal índice de ações do Brasil) ainda pode cair mais, quanto mais indefinida ficar a situação do país.

Antes do fim do ano, provavelmente vou parar de investir em BDRs, pois a tensão política, acredito eu, deve aumentar. Quando isso ocorrer, pretendo comprar mais ações brasileiras.

Nesse momento, vejo como é importante manter uma reserva em fundos de baixo risco, fora da Bolsa, para que, quando as ações começarem a cair, seja possível comprá-las e aproveitar o preço baixo.

Mais uma vez, reitero que isso não é uma recomendação. Cada um tem o seu nível de tolerância ao risco. O cenário brasileiro pode melhorar, e o norte-americano, piorar. Se isso acontecer, terei prejuízo.

No entanto, estou conscientemente disposto a correr esse risco. Você está?

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL