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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

O que fazer agora para proteger seu dinheiro da inflação alta

Conteúdo exclusivo para assinantes

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/11/2021 04h00

Que a inflação está alta, todo mundo já percebeu. Mas como essa alta nos preços pode afetar os seus investimentos? No Papo com Especialista desta quinta-feira (11), programa semanal e ao vivo do UOL, o economista César Esperandio mostra como proteger o seu dinheiro da alta inflacionária.

"Uma boa estratégia é investir em Tesouro IPCA. Existem dois bons motivos, mas também uma desvantagem", afirmou.

Leia abaixo a análise do economista e assista ao programa completo, que é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e transmitido quinzenalmente, às quintas-feiras, das 15h às 16h.

Aumento da Selic para combater a inflação

No acumulado de 12 meses, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial no país, chega a 10,67%.

Esperandio explica que a alta da inflação impacta diretamente na trajetória da taxa básica de juros, a Selic (hoje está em 7,75% ao ano). A Selic é decidida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, e é uma ferramenta para tentar combater a inflação.

"A gente vê a inflação saindo do controle, e o Banco Central aumentou a Selic em 1,5 ponto percentual, na última reunião do Copom", explicou ele, que é também do canal Econoweek.

Projeções do mercado estão mais altas

Segundo ele, o Banco Central fica de olho nas projeções da inflação que o mercado financeiro faz.

"Tipicamente, para essas projeções mais distantes [2023, 2024, 2025], o mercado costuma projetar o alvo da meta de inflação do Banco Central. No entanto, a gente percebe agora que essas projeções começaram a subir, ou seja, desancorar as expectativas de inflação, mostrando uma descredibilidade quanto à capacidade do Banco Central de manter em manter a inflação sob controle", explicou.

A expectativa, diz o economista, é que o Copom suba mais a Selic na próxima reunião, podendo passar dos 9,5% ao ano. "Isso muda toda a estratégia de investimentos", declarou.

Tesouro IPCA é boa estratégia

Para Esperandio, o Tesouro IPCA continua sendo uma boa estratégia para você proteger seus investimentos da inflação.

"O Tesouro IPCA é aquele título híbrido que paga sempre o IPCA, que é o componente pós-fixado, e um bônus de rentabilidade, que é o prefixado", afirmou.

Esperandio diz que existem dois motivos para valer a pena esse tipo de investimento — uma desvantagem também.

Primeiro, independente de a inflação estar alta, baixa ou sob controle, o Tesouro IPCA (e qualquer outro título atrelado ao IPCA) vai garantir uma rentabilidade maior que a inflação.

Outro bom motivo, diz o economista, é que o bônus pré-fixado está subindo, fruto do risco-Brasil, que tem aumentado também. "Os investidores sentem que está mais arriscado investir no país, por isso exigem juros maiores. Então, existe um efeito dobrado aqui: a Selic sobe para controlar a inflação, o que baliza a rentabilidade dos investimentos, e o risco-Brasil, por conta de todos os desarranjos políticos, sobe também", explicou Esperandio.

Desvantagem: só resgatar na data de vencimento

Esperandio diz que o Tesouro IPCA (assim como o Tesouro Prefixado) é recomendado para quem pode deixar o dinheiro investido até a data de vencimento.

"Não é que você não consegue resgatar sua grana antes. Você consegue a qualquer momento, mas fica sujeito à marcação a mercado, com grande chance de ter prejuízo. Se você ficar até a data final, vai ter a rentabilidade combinada", afirmou.

Na renda fixa privada, os títulos atrelados ao IPCA, como CDB, têm bônus maiores que os do Tesouro IPCA e vencimentos mais curtos. "Fique de olho em títulos que são protegidos pelo FGC [Fundo Garantidor de Créditos]", disse.

Papo com Especialista é quinzenal

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, quinzenalmente, das 15h às 16h, na página inicial do UOL, no UOL Economia e no UOL Investimentos, e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL