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Códigos de ações com final 3, 4 ou 11: afinal, o que significa cada um?

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Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/12/2021 04h00

No mercado financeiro temos ações de empresas na Bolsa que são representadas por tickers (códigos da ação), como PETR4, VIIA3, SANB11. Mas você sabe o que significam esses números, que podem ser de 3, 4, 5 ou até 11? Qual a diferença entre eles? No Papo com Especialista, programa ao vivo do UOL, o economista César Esperandio explica o que cada código de ação representa.

Um deles garante que você obtenha o lucro da empresa antes dos outros acionistas. "Muitas vezes, além da preferência em receber a distribuição de resultados, você também recebe dividendos mais gordinhos", disse Esperandio.

Leia a explicação dele e assista abaixo ao trecho do programa do dia 25 de novembro. O Papo com Especialista é um tira-dúvidas sobre investimentos exclusivo para assinantes e é transmitido quinzenalmente, às quintas-feiras, das 15h às 16h.

Ações terminadas em 3 e 4

Na Bolsa, há dois tipos de ação: preferenciais (PN) e ordinárias (ON). E cada ação tem um ticker, que é um código composto por quatro letras maiúsculas e um número. Por exemplo: a ação da Copel tem os tickers CPLE3 e CPLE11; já a Petrobras tem ações com os tickers PETR3 e PETR4.

As ações terminadas em 3 são as ordinárias, e as terminadas em 4 são as preferenciais.

"As ações ordinárias te dão direito ao voto nas reuniões decisórias daquela empresa. Ou seja, você tem o poder de voto. Mas esse voto tem o peso da quantidade de ações que você tem em mãos. Isso é bem estratégico para os grandes investidores daquela empresa", explicou Esperandio, que também é do canal Econoweek.

Ações terminadas em 5 e 6

Já as ações preferenciais, diz o economista, trazem outra vantagem: preferência no recebimento de distribuição de resultados —dividendos e JCP (juros sobre capital próprio).

"Você não tem poder de voto nas reuniões decisórias da empresa, mas tem essa preferência. Muitas vezes, além da preferência em receber a distribuição de resultados, você também recebe dividendos mais gordinhos", diz.

Segundo ele, na distribuição dos lucros, você leva a sua parte proporcional à quantidade de ações preferenciais ou ordinárias que tem. "Mas as ordinárias não têm essa preferência na distribuição do lucro. Elas recebem, sim, mas às vezes recebem uma fatia um pouco menor", afirmou.

Algumas empresas têm ações preferenciais com final 5 ou 6, como é o caso da CPLE5 e CPLE6. "Normalmente, são tipos de ações preferenciais, mas com alguma característica diferente, e isso depende de cada empresa", explicou. O mesmo acontece com ações terminadas em 7 e 8.

Ações terminadas em 11

As ações que têm o ticker terminado em 11 são chamadas de "units".

"Tipicamente, elas têm uma combinação proporcional entre ações ordinárias e preferenciais. Essa proporção é definida em assembleia pela empresa detentora daquela ação", declara.

Uma das maneiras de encontrar as informações dessas ações é acessando a página de RI (Relações com Investidores) de cada empresa

As terminações 11 são também referentes a ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos negociados na Bolsa, e BDRs (Brazilian Depositary Receipts), que são certificados de ações estrangeiras.

Olhar apenas o ticker não é critério para escolher uma ação. Há outros critérios, como indicadores fundamentalistas e contábeis das empresas para te ajudar a analisar se aquela empresa é saudável, se o preço da ação está justo, barato ou caro, comparar com outros ativos do mesmo segmento, etc.
César Esperandio, economista do programa Papo com Especialista do UOL

Papo com Especialista é quinzenal

O programa Papo com Especialista é transmitido às quintas-feiras, quinzenalmente, das 15h às 16h, na página inicial do UOL, no UOL Economia e no UOL Investimentos, e é exclusivo para assinantes. Reveja programas anteriores aqui.

Você pode enviar perguntas ao Papo pelo e-mail uoleconomiafinancas@uol.com.br —elas podem ser respondidas no programa.

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Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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