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Não viajou no Carnaval e economizou? Veja onde investir o dinheiro

Sem desfiles e bloquinhos, confira dicas para aproveitar o dinheiro do Carnaval - klebercordeiro/Getty Images/iStockphoto
Sem desfiles e bloquinhos, confira dicas para aproveitar o dinheiro do Carnaval Imagem: klebercordeiro/Getty Images/iStockphoto
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Fernando Barbosa

Colaboração para o UOL, de São Paulo

26/02/2022 04h00

Em 2020, o Carnaval movimentou cerca de R$ 3 bilhões em São Paulo. Os turistas presentes na capital paulista desembolsaram, em média, R$ 648,19 a cada dois dias para despesas com transporte, alimentação, compras, hospedagem e lazer para aproveitar a folia. Mas neste ano, desfiles das escolas de samba foram adiados para abril e algumas cidades pelo Brasil já cancelaram os blocos de rua para frear o avanço da pandemia.

Dessa forma, o jeito é encontrar os amigos, viajar ou comemorar em casa mesmo —seguindo todos os protocolos de segurança para evitar o contágio do coronavírus. E também pode ser uma oportunidade para economizar um bom dinheiro e começar a investir. Com o objetivo de ajudar os investidores, o UOL consultou especialistas para encontrar opções de investimento com a quantia que seria usada durante a data.

A reportagem considerou o valor de R$ 1.300, quantia suficiente para os gastos entre sexta-feira (25) e terça-feira (1) em São Paulo. Não foram inclusos valores com apps de mobilidade ou com gasolina, passagens e até pedágios com viagens, o que elevaria a quantia.

Tenha uma reserva de emergência

Antes de pensar em investir, é interessante que a pessoa honre compromissos financeiros, como empréstimos e gastos com cartão de crédito, afirma Elle Braude, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar).

Caso a pessoa não esteja endividada, os R$ 1.300 podem ser interessantes para começar uma reserva de emergência, ou seja, para ter um valor guardado para imprevistos —o suficiente para um período entre seis e 12 meses de salário.

Para a reserva de emergência,Braude indica investimentos de renda fixa com alta liquidez —em que o dinheiro está disponível para ser resgatado assim que precisar. São exemplos o Tesouro Direto atrelado à Selic (taxa básica de juros), os CDBs (Certificados de Depósito Bancários) e fundos DI (Fundos de Renda Fixa Referenciados DI).

"As dívidas estando em dia e constituída a reserva de emergência, vale olhar bastante para a renda fixa", diz.

Os CDBs são títulos de renda fixa em que os bancos fazem a emissão para financiar suas atividades. Já os fundos DI são aqueles que investem, no mínimo, 95% do patrimônio em títulos atrelados à Selic.

Carnaval em casa - klebercordeiro/Getty Images/iStockphoto - klebercordeiro/Getty Images/iStockphoto
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Imagem: klebercordeiro/Getty Images/iStockphoto

Renda fixa atrativa

Mas a renda fixa não é uma opção apenas para a reserva de emergência. Neste momento, com a Selic em 10,75% ao ano, esses títulos ganham maior espaço entre os investidores.

Segundo a head de renda variável da RB Investimentos, Valéria Vieira, com o valor estipulado para o investimento, considerado baixo, não há tanto espaço para a diversificação.

Ela acredita que a melhor opção para investidores conservadores é fazer aportes justamente em títulos do Tesouro Direto ou CDBs. Ainda, declara que os fundos de investimento são uma boa forma de diversificar com pouco.

"Seria indicado, para curto prazo, investir nos títulos pós-fixados do Tesouro Direto, já que temos uma alta das taxas de juros, escolher um CDB ou fundos de renda fixa com liquidez", diz Vieira.

Também na renda fixa, outras alternativas são as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio). Como benefício, esses ativos contam com a isenção de Imposto de Renda. Entretanto, a especialista adverte que algumas instituições exigem um valor mínimo maior do que R$ 1.300 para o investimento. Por isso, o investidor deve consultar o seu banco ou corretora.

O CEO do App Renda, Francis Wagner, diz que é possível encontrar títulos com remuneração do IPCA mais 7% no prazo de um ano, ou seja, 7% de juros reais. Além disso, a alta dos juros permite que títulos indexados ao CDI —que variam conforme os juros— se tornem mais viáveis. A oferta do pagamento pelo CDI é comum entre os bancos digitais, por exemplo.

Renda variável é opção para moderados e arrojados

Quando o assunto é a renda variável, os especialistas dizem que a alternativa é atrativa para investidores mais moderados ou arrojados.

Com o dinheiro que seria gasto pelos foliões no Carnaval, Francis Wagner declara que é possível montar as carteiras das seguintes formas:

- Investidores conservadores: investir até 90% em renda fixa e 10% em ações;

- Investidores moderados: estabelecer uma divisão entre 70% a 80% para renda fixa, e o restante em ações;

- Invesitdores arrojados: alocar 60% na renda fixa e 40% na renda variável.

"Para o [investidor] arrojado, a renda variável é uma alternativa viável, sobretudo pensando em prazos mais longos devido às oscilações do mercado", afirma o CEO.

Na Bolsa de Valores brasileira, o investidor pode encontrar diferentes papéis de empresas, como os do Magazine Luiza (MGLU3) ou da Petrobras (PETR4), que fecharam a última quinta-feira em R$ 6,12 e R$ 33,39, respectivamente.

Mas Valéria Vieira, da RB Investimentos, entende que há outras saídas na renda variável. Como os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de investimento que refletem a composição de índices de Bolsas de Valores, como o Ibovespa ou a Bolsa de Nova York (Nyse).

A planejadora financeira Elle Braude acrescenta, ainda, BDRs (Brazilian Depositary Receipts) —certificados que representam as ações de empresas estrangeiras disponíveis na B3.

"Na renda variável, a gente acaba olhando mais para o longo prazo, algo como três anos, para ter o retorno esperado. O investidor deve pensar qual é o seu objetivo e prazo para o retorno do investimento", diz Braude.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.