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Por que a reserva de emergência é um investimento essencial para você

Como ter R$ 10 mil na reserva de emergência? Veja o que você precisa fazer - IltonRogerio/iStock
Como ter R$ 10 mil na reserva de emergência? Veja o que você precisa fazer Imagem: IltonRogerio/iStock

Gabriela Bulhões

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/05/2023 04h00

A reserva de emergência é a sua maior aliada quando acontecem imprevistos. É um valor destinado para cobrir os custos que fogem do planejado sem que pese no bolso. Sem isso, muitas pessoas acabam se endividando e piorando a situação.

Veja como juntar R$ 10 mil e qual seria o prejuízo se você precisar fazer um empréstimo.

Por que ter uma reserva de emergência?

É um investimento recomendado para todos. É um grande passo para ter maior flexibilidade para tomar decisões, segundo o educador financeiro da Rico Investimentos e autor do livro "Emoções Financeiras", Thiago Godoy.

É um valor guardado para garantir as despesas principais ou resolver um problema de última hora. A reserva de emergência pode ser utilizada em casos de desemprego, conserto do carro ou para pagar um tratamento de saúde, por exemplo. Ou seja, imprevistos que aparecem na nossa vida.

O montante precisa cobrir os custos até que você consiga se restabelecer financeiramente. Por isso, a dica é ter pelo menos o suficiente para garantir tudo por seis meses.

A reserva pode não ser capaz de manter o seu estilo de vida atual. Você pode precisar reduzir as despesas ao máximo até que volte ao normal. Ou seja, a reserva serve para pagar o aluguel ou financiamento, supermercado, entre outros gastos essenciais, mas não cobre o cinema do fim de semana ou uma roupa nova.

Fazer um empréstimo traz prejuízo de R$ 5 mil

No curto prazo, pode parecer muito mais fácil fazer um empréstimo quando o imprevisto acontece. Mas a verdade é que você gasta mais dinheiro com os juros de um empréstimo do que ganha ao investir para ter uma reserva de emergência.

O empréstimo pessoal não consignado custa, ao ano, cerca de 87%. O custo, em alguns bancos, chega a 4% ao mês ou até mais. Pior ainda: os juros do rotativo do cartão chegaram a 430% ao ano em março, segundo o Banco Central.

Ou seja, você chega a pagar quase o dobro do que pegou emprestado no crédito pessoal. Por isso, cair no cheque especial ou fazer um empréstimo para resolver imprevistos financeiros não vale a pena porque a quantia está saindo do seu bolso e não acumulando, diz Kesia Kupper, gerente de investimentos na Afinz.

Veja diferença

Se você emprestar R$ 10 mil do seu banco para quitar em 18 meses, considerando juros de 4% ao mês, terá desembolsado R$ 14.218,74 ao final do contrato, pagando parcelas de R$ 789,93.

Mas, se optar por investir R$ 500 mensais em um CDB com juros de 0,8% ao mês, pelo mesmo período, você conseguiria chegar a R$ 10 mil pagando bem menos, apenas R$ 9.000, diz a gerente de investimentos.

Ou seja, com a diferença o prejuízo é de R$ 5.218,74.

Por onde começar?

Na hora de investir, primeiro organize as contas. Entenda qual é a sua renda e gastos mensais, para ter noção do seu custo de vida e não prejudicar nenhum pagamento. Ainda mais se houver dívidas pendentes.

Calcule também qual é o mínimo que precisa, o que não pode abrir mão. Inclua aqui contas como aluguel, luz, água, condomínio, gastos com alimentação e saúde, diz Kesia.

Uma pessoa com renda líquida de R$ 5.000 e um custo de contas básicas de R$ 2.500 precisa ter minimamente R$ 15 mil de reserva de emergência. Isso é o equivalente a seis meses do seu custo básico.

Se o orçamento mensal é de R$ 4.500 por mês, é possível investir R$ 500 ao mês para montar a sua reserva de emergência.

E onde investir para juntar R$ 10 mil?

Investimentos em renda fixa atrelados à inflação, taxa Selic e CDI são os queridinhos, como títulos do Tesouro Direto e CDBs.

A reserva de emergência precisa de liquidez, que é a capacidade de sacar o dinheiro a qualquer momento. E também não pode ter instabilidade, fugindo das oscilações do mercado.

A disciplina é importante para juntar R$ 10 mil do zero. É preciso aplicar uma quantia todo mês, mesmo que seja pequena. Com o tempo e os rendimentos, chega ao valor desejado.

Aplicando R$ 500 em um CDB com liquidez diária que renda 100% do CDI ou no Tesouro Selic, em 26 meses terá acumulado até mais do que a quantia proposta. Considerando a taxa em 13,75% ao ano, o valor total investido seria de R$ 15.077,61, e descontando os juros, R$ 13 mil.

A simulação é bruta, ou seja, não leva em conta as variáveis que corroem a rentabilidade, como inflação e taxas da instituição financeira.

Não dá para pensar nisso como um meio de obter elevados retornos, é um dinheiro para imprevistos. Os investimentos mais conservadores e seguros são uma ótima opção.
Thiago Godoy, educador financeiro da Rico Investimentos

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A renda passiva é a remuneração que não está vinculada a qualquer trabalho, atividade profissional ou prestação de serviço. É um dinheiro que você ganha sem precisar trabalhar.

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