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Dólar sobe e ultrapassa R$ 3,75 após demissão de Parente da Petrobras

Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial (acompanhe aqui a cotação) está subindo após a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras.

Às 12h40, o dólar avançava 0,64%, a R$ 3,761 na venda, depois de ter subido 6,66% em maio, terminando o mês a R$ 3,7367.

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A alta ocorre após a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras. Segundo analistas, fica prejudicada a percepção dos investidores, sobretudo os estrangeiros, sobre a condução da economia brasileira, após o desconto do diesel para cessar a greve dos caminhoneiros ter gerado impacto sobre as contas públicas.

"A demissão gera dúvidas sobre a continuidade das políticas ortodoxas do governo", afirmou o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano, ao justificar a piora do mercado.

Parente decidiu deixar o cargo em meio a discussões sobre a política de preços da petroleira. Por causa da greve dos caminhoneiros, a estatal havia concordado em reduzir a frequência dos reajustes do diesel por um determinado período contanto que a União pagasse pelas perdas causadas à empresa.

Parente trouxe credibilidade à estatal, bastante arranhada após o rombo decorrente da Lava-Jato, com a implementação de política de reajustes quase que diários dos combustíveis, acompanhando os preços internacionais do petróleo.

(Com Reuters)

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