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Saloon de ex-militar americano imita Oeste e tem dia para treinar inglês

Lucas Gabriel Marins

Colaboração para o UOL, em Curitiba

29/01/2019 04h00

O ex-militar americano Earl Watkins, 57, queria abrir no Brasil algo que o fizesse lembrar dos Estados Unidos, país que deixou há quase 19 anos. Em julho de 2017, ele inaugurou na região central de Curitiba (PR) o Watkins' American Saloon, bar com decoração típica dos botecos do velho oeste americano. Uma das atrações é que, num dia por semana, só se fala inglês lá, o que ajuda quem quer treinar o idioma.

O saloon tem uma porta ao estilo bangue-bangue (vai e vem). Em seu interior, há mesas, cadeiras e objetos antigos com aspecto rústico. Nas paredes, pôsteres de diversas partes dos EUA e um telefone da década de 20, adquirido em um antiquário. No local só toca jazz, blues ou rock clássico.

"Nos próximos meses, vamos colocar mais acessórios, como lustres e um piano. Quero que aqui a pessoa se sinta no Velho Oeste", disse Watkins, ao lado de Glória, uma cachorra labradora de 14 anos que o ajuda a recepcionar os clientes.

150 opções de bebida e dia de falar inglês

O ex-militar investiu R$ 50 mil para abrir o local. Diz que ainda não há lucro.

No cardápio, frango frito à moda americana (R$ 35), calabresa (R$ 25) e batata frita (R$ 25), com porções que servem até três pessoas. O carro-chefe é uma espécie de almôndega grande de carne (R$ 15). Serve uma pessoa. Também há opções de frango e bacalhau, pelo mesmo preço.

Todas as sugestões podem ser acompanhadas de um molho especial da casa, feito com 27 ingredientes naturais e sete tipos de pimenta, cuja receita está na família dele há anos.

O saloon oferece ainda 150 bebidas. Só de uísques são 45 opções, com doses que variam de R$ 10 a R$ 400, dependendo da marca. Há também taças de vinhos (R$ 15), shots de cachaça (de R$ 3,50 a R$ 25) e cervejas de marcas variadas. Os carros-chefe são uma caipirinha (R$ 25), feita com limão rosa e uma cachaça secreta, e um mojito (R$ 28).

Às terças-feiras, uma das recomendações no bar é falar apenas em inglês. Watkins costuma ir de mesa em mesa para conversar. "É uma forma de ficar mais próximo dos clientes, que acabam se transformando em amigos, e ajudá-los com o idioma", afirmou Watkins.

Bar temático atrai público, mas é preciso sempre inovar, diz especialista

Para Patricia Albarez, consultora do Sebrae-PR, trabalhar com uma temática específica é positivo porque chama a atenção e atrai o público. Ela disse, no entanto, que é essencial inovar constantemente dentro do tema proposto. "Caso contrário, o cliente vai uma ou duas vezes, mas na terceira decide não ir mais porque já viu tudo que tinha no local", afirmou.

O ideal, segundo ela, é procurar mexer com os cinco sentidos do cliente, seja por meio de uma decoração diferente, uma música, um perfume ou até uma interação.

Onde encontrar:

Watkins' American Saloon - https://www.facebook.com/Watkinsamericansaloon/

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