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Ação da Rede D'Or entra em 3 carteiras e é o destaque de fevereiro

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Márcio Anaya

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/02/2021 04h00

As ações da Rede D'Or São Luiz, empresa do setor de saúde, são a principal novidade nas carteiras indicadas para fevereiro, segundo monitoramento feito pelo UOL Economia+. A companhia, que estreou na Bolsa em dezembro passado, figura em três portfólios recomendados neste mês. O levantamento considera as divulgações feitas por oito corretoras.

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A oferta pública inicial de ações da Rede D'Or alcançou R$ 11,4 bilhões —terceira maior da história da B3— e respondeu, no ano passado, pela maior operação do tipo desde 2013.

A empresa não apareceu entre as indicações dos analistas para janeiro, mas, neste mês, integra as recomendações de compra da Planner, do BTG Pactual e da Santander Corretora.

Esta última afirma, em relatório, que a companhia está mais bem posicionada que as demais para crescer no setor, indo além do mercado hospitalar e avançando em serviços complementares. Esta oferta inclui diagnósticos, tratamento oncológico, educação, ensaios clínicos e distribuição de medicamentos, por exemplo.

Na opinião do Santander, trata-se de um grupo com "liderança indiscutível", sendo três vezes maior que o segundo maior competidor em termos de leitos, detentor de marcas premium e com histórico comprovado em fusões e aquisições, crescimento orgânico e eficiência.

A corretora destaca ainda o potencial de resultados da Rede D'Or, para a qual estima uma evolução de 39% ao ano, em média, no lucro por ação a ser apurado no intervalo 2021-2025.

Apesar do otimismo, o Santander também chama atenção para os riscos que envolvem a empresa, como uma expansão altamente dependente de fusões e aquisições, o que pode acarretar ameaças associadas, tais como competição por ativos, escassez de alvos viáveis, falha em aproveitar sinergias e custos de integração subestimados.

"O cenário macroeconômico no Brasil também é um risco a ser considerado, uma vez que a maior parte da receita da Rede D'Or é gerada a partir de pacientes que possuem planos de saúde", diz a instituição. "Caso a recuperação dos empregos formais seja mais lenta do que o previsto, o mercado de planos de saúde pode ser prejudicado e, consequentemente, afetar a capacidade da empresa de manter a utilização em patamares saudáveis."

Outra casa que aposta nas ações da Rede D'Or para fevereiro é o BTG Pactual. De acordo com o banco, a companhia oferece uma combinação única de "oportunidades de crescimento considerável e altos retornos" em um setor que avança rapidamente e está longe de ser consolidado.

O relatório cita, por exemplo, que as dez maiores empresas hospitalares do país têm menos de 20% de participação no mercado e prevê que os gastos privados com saúde crescerão dois dígitos anualmente.

Carteiras recomendadas têm 22 mudanças

As oito instituições acompanhadas pelo UOL Economia+ promoveram um total de 22 mudanças nas carteiras de ações recomendadas para fevereiro, frente ao mês passado.

A liderança entre as trocas ficou por conta da BB Investimentos, que substituiu sete das dez ações que havia escolhido em janeiro. A Planner Corretora aparece na sequência, com quatro alterações, seguida da Mirae Asset Corretora, com três.

BTG Pactual, Guide e Necton Investimentos mudaram duas ações de um mês para o outro, enquanto Ágora Investimentos e Santander Corretora escolheram apenas um novo papel nesse intervalo.

Confira aqui outros destaques e as carteiras completas recomendadas para fevereiro. Os códigos e preços das ações podem ser conferidos na página de cotações do UOL Economia.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.

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