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Bolsa fecha em queda, após bater recorde; dólar cai e vai a R$ 3,666

Do UOL, em São Paulo

05/02/2019 17h12Atualizada em 05/02/2019 18h32

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (5) em baixa de 0,28%, a 98.311,20 pontos, após registrar a maior pontuação de fechamento da história na véspera. O dólar comercial fechou com queda de 0,17%, cotado a R$ 3,666 na venda.

Na segunda-feira (4), a Bolsa avançou 0,74%, a 98.588,63 pontos, e o dólar teve alta de 0,29% e fechou a R$ 3,673.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, se refere ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Itaú perde 4,26%

Entre as maiores quedas do dia, as ações do Itaú Unibanco despencaram 4,26%, após a empresa divulgar seu balanço do quarto trimestre de 2018. A queda teve grande impacto no desempenho do Ibovespa nesta sessão.

Dona da Sadia dispara 6,5%

As ações da BRF, dona da Sadia e Perdigão, dispararam 6,5%, após seu conselho de administração aprovar a indicação de Ivan Monteiro para a vice-presidência financeira e de relações com investidores.

Também registraram alta os papéis do Banco do Brasil (+2,92%) e da Petrobras (+0,63%). As ações do Bradesco (+0,04%) e da Vale (-0,09%) ficaram praticamente estáveis.

Reforma da Previdência

Investidores acompanhavam o noticiário sobre a reforma da Previdência. Nesta terça, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fizeram uma reunião para discutir a proposta que o governo pretende enviar ao Congresso.

Após o encontro, Maia afirmou que pretende colocar o projeto em votação na Câmara até maio, enquanto Guedes disse que a mudança no sistema de aposentadorias pode gerar uma economia de R$ 1 trilhão em dez ou 15 anos.

Alguns participantes do mercado ainda veem a proposta com cautela, principalmente devido a algumas opiniões divergentes dentro do próprio governo, sobretudo em relação à idade mínima para se aposentar.

Cenário externo

No exterior, o mercado aguarda o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta terça-feira, em que deve fazer pressão sobre o muro na fronteira com o México, além de abordar pontos de política externa, como a Venezuela e as negociações comerciais com a China.

Uma sinalização favorável de Trump no que diz respeito a comércio pode alimentar o apetite por risco, que vem sendo moderadamente impulsionado por dados fortes de emprego nos EUA e uma abordagem mais moderada do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

Atuação do BC

Nesta quinta, o BC vendeu 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 1,549 bilhões do total de US$ 9,811 bilhões que vencem em março.

Entenda como funciona o câmbio do dólar

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