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Um computador mudou a vida deste ex-office-boy, que hoje fatura R$ 11 mi

Thâmara Kaoru

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Divulgação

    Juarez Pereira de Araújo começou como empacatador e hoje é dono da própria empresa

    Juarez Pereira de Araújo começou como empacatador e hoje é dono da própria empresa

O paranaense Juarez Pereira de Araújo, 52, já teve diversas profissões. Foi soldador, trabalhou em uma fábrica de farol de carro e em um supermercado, como empacotador. Depois, virou office-boy e foi promovido à tesouraria. Hoje, ele fatura R$ 11 milhões com sua empresa de consultoria em banco de dados.

A mudança de vida começou quando conheceu o computador, na época em que um primo foi morar em sua casa para estudar processamento de dados.

"Fui com ele [o primo]. Trabalhava emitindo nota fiscal com máquina de escrever e, quando vi o computador, fiquei maravilhado. Fiquei encantado com a área e fui me especializar", conta. "Foi uma união do acaso com a oportunidade."

Do emprego fixo à consultoria

Araújo começou a atuar em uma empresa de seguros. "A empresa onde eu trabalhava foi adquirida por uma companhia espanhola, que trouxe o banco de dados [da marca] Oracle. Como eu já trabalhava na área, me colocaram para assimilar essa nova tecnologia", diz.

Virou um especialista nesse sistema e, após dez anos, decidiu que queria continuar trabalhando com tecnologia da informação, mas de uma forma mais ampla, não restrita à área de seguros. Percebeu que outras empresas precisavam de alguém como ele, que entendesse bem desse sistema de banco de dados. Decidiu deixar o emprego fixo e virar consultor.

A carreira solo, porém, durou pouco. Durante uma visita a uma empresa cliente, conheceu seu futuro sócio, Reynaldo Ajauskas, que também era especializado na mesma tecnologia. Decidiram unir forças.

Hoje tem 70 funcionários

"Não tínhamos escritório físico. Nos reuníamos em algum lugar, planejávamos o serviço da semana e executávamos. Ficamos um ano assim. Depois, um amigo ofereceu duas mesas em um escritório e começamos."

A DBACorp começou a funcionar em 2000, com os dois sócios. O investimento inicial foi de R$ 40 mil e o retorno começou a chegar em 2006. O quadro de funcionários hoje chega a 70 pessoas, com operação em São Paulo e filial no Rio de Janeiro. Em 2015, o faturamento foi de R$ 11 milhões. O lucro não foi informado.

Durante esse período, Araújo fez diversos cursos em áreas como gestão e desenvolvimento de tecnologia. Começou a cursar ciências da computação, mas não concluiu a graduação. Em sua empresa, é responsável pelos setores comercial, marketing e operacional nas áreas jurídica e de infraestrutura.

A empresa presta serviços como instalação, configuração e manutenção em banco de dados, alocação de profissionais e monitoramento remoto de sistemas.

Tecnologia tende a dar retorno rápido

No setor de tecnologia, há facilidade em começar o negócio e a tendência é ter um retorno mais rápido que em outras áreas, afirma o professor do Mackenzie Vinicius Miana Bezerra.

"É mais fácil dar lucro nessa área, pois o que se vende é mão de obra especializada, não um produto físico."

Concorrência pode estar em casa

Por outro lado, segundo Bezerra, como as pessoas que trabalham nessa área são especializadas, não é raro acontecer de um funcionário sair da companhia para abrir o seu próprio negócio e virar concorrente do antigo chefe.

Para quem pretende apostar em uma empresa na área de tecnologia, é preciso aliar conhecimentos sobre negócios e entendimento técnico sobre o assunto, diz o professor.

Onde encontrar

DBACorp: www.dbacorp.com.br

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