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Estradas federais estão livres, diz PRF; só 4 caminhões vão a ato no DF

Cristiane Bonfanti/UOL
Apenas 4 caminhões estavam parados no estacionamento do estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde haveria uma concentração nesta segunda-feira Imagem: Cristiane Bonfanti/UOL

Afonso Ferreira*

Do UOL, Em São Paulo

04/06/2018 12h12

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou que não há bloqueios ou concentrações de caminhões nas estradas brasileiras nesta segunda-feira (4). Segundo a PRF, o trânsito flui normalmente nas principais rodovias federais.

A PRF de São Paulo também afirmou que não há bloqueios de manifestantes em rodovias do estado. Em Brasília, um ato marcado no estádio Mané Garrincha teve a adesão de apenas quatro caminhoneiros.

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Durante o feriado de Corpus Christi e no último fim de semana, mensagens de áudio e texto compartilhadas nas redes sociais e pelo aplicativo WhatsApp diziam que uma nova paralisação de caminhoneiros começaria a partir desta segunda.

Algumas associações de caminhoneiros que estiveram à frente do movimento no final de maio, como a Abcam (Associação Brasileira de Caminhoneiros) e a CNTA (Confederação Nacional dos Transportares Autônomos), disseram não estar envolvidas em uma suposta nova greve.

O governo disse que seguia monitorando a possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros, mas que não havia motivo para preocupação.

A greve dos caminhoneiros durou 11 dias e gerou uma crise desabastecimento de combustíveis e de alimentos em todo o país. O movimento foi encerrado na quinta-feira (31).

Manifestação com 4 caminhões em Brasília

As mensagens sobre a greve convocavam caminhoneiros de todo o país para uma grande concentração em volta do estádio Mané Garrincha, em Brasília. Por volta do meio-dia desta segunda-feira, a reportagem do UOL foi até o local e contou apenas quatro caminhões parados no estacionamento do estádio.

O líder do protesto, Wallace Landim, conhecido como "Chorão", disse que o objetivo do movimento é conseguir entregar ao Palácio do Planalto a nova pauta de reivindicações. Segundo ele, o governo fechou um acordo com "sindicatos", e não com os caminhoneiros.

"Nossa mobilização é dos caminhoneiros autônomos", disse. "Queremos a redução no preço dos combustíveis e que as medidas provisórias assinadas pelo governo virem, de fato, lei", afirmou.

Além dos caminhões, havia carros de passeio estacionados no local em apoio ao movimento. Os caminhoneiros afirmam que a mobilização foi convocada para o domingo (3) e que o objetivo hoje não é fazer um grande protesto, mas sim organizar a categoria para levar à pauta ao Palácio do Planalto.

Entre os pedidos dos caminhoneiros está a redução no preço de combustíveis como gasolina, álcool e gás, além do subsídio ao diesel já prometido pelo governo, e uma diminuição no valor de pneus e pedágios.

Os caminhoneiros também querem a garantia de mais pontos de apoio aos caminhoneiros nas estradas. Nesses espaços, eles podem estacionar os veículos, tomar banho e se alimentar.

Os manifestantes pedem, ainda, o aumento de 21 para 42 pontos no limite de pontuação na CNH (Carteira Nacional de Habilitação), com base em multas de trânsito, para que os motoristas tenham a habilitação suspensa. De acordo com os caminhoneiros, alterações recentes na legislação aumentaram o número de infrações previstas.

Procon-SP ainda não tem balanço de autuações a postos

Até o fim da tarde desta segunda-feira, o Procon-SP ainda não possuía um levantamento sobre os postos que estariam deixando de repassar para as bombas os descontos concedidos pelo governo para o diesel em resposta às paralisações dos caminhoneiros. 

Segundo a entidade, uma primeira equipe saiu às ruas de São Paulo na tarde desta segunda para visitar os postos da capital, e nova ronda está agendada para amanhã.

Em acordo com os caminhoneiros, o governo reduziu o preço do diesel em 46 centavos nas refinarias --a conta dos postos, porém, é de que, na bomba, não há como essa redução ser maior do que 41 centavos.

Para garantir que as reduções cheguem ao consumidor, o governo criou uma força-tarefa de fiscalização, que inclui, além dos Procons de cada estado, o Ministério da Justiça, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e a AGU (Advocacia Geral da União).

No primeiro dia útil após a adoção da medida, porém, há pouco retorno das autoridades sobre o acompanhamento dos preços do diesel nos postos. Procurado, o Ministério da Justiça, que deve acompanhar as fiscalizações dos Procons por meio da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), informou estar avaliando os resultados dos primeiros dias de ações. 

A ANP, que também está visitando os postos junto ao Procon, declarou, por meio de nota, que o trabalho de fiscalização do mercado de combustíveis "foi intensificado nas últimas semanas" e "segue normalmente". "Se detectar qualquer disparidade em relação a preços, a ANP encaminhará aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon."

(*Colaboraram Cristiane Bonfanti e Juliana Elias, do UOL, em Brasília e São Paulo)

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