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Taxa de juros pode subir para 6,25% ao ano em setembro; veja por quê

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Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/08/2021 04h00

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, em sua mais recente reunião, elevar a taxa básica de juros, a Selic, para 5,25% ao ano. O aumento foi de 1 ponto percentual —o maior em 18 anos. "Essa alta já era esperada pelo mercado, contudo, a surpresa ficou por conta do novo diagnóstico para o ciclo de elevação da taxa", afirma Felipe Bevilacqua, analista da Levante Ideias de Investimentos.

"Com uma postura mais agressiva, o Comitê sinalizou esforços para levar a taxa básica de juros do Brasil para um patamar acima do neutro, deixando implícito um ajuste de +1 ponto percentual para próxima reunião", diz. Entenda abaixo por que os juros podem chegar a 6,25% ao ano em setembro, e como isso afeta seus investimentos.

Banco Central mudou estratégia

"Veja o que aconteceu em menos de um ano: ele [o Banco Central] inseriu e retirou o forward guidance (prescrição futura) para os juros, estabeleceu uma política de ajuste parcial, alterou-a para neutra e agora assumiu uma estratégia restritiva", afirma Bevilacqua.

E por que os juros estão subindo tanto? Para controlar a inflação, que está mais acelerada que o previsto.

"No comunicado, o Comitê admitiu que a inflação ao consumidor não só é persistente, como está acima do esperado, pressionando serviços e bens industriais. O Copom deu um 'cavalo de pau', correndo atrás da curva — ou do prejuízo. Antes tarde do que nunca", afirma o analista.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na última terça (10), a inflação acelerou para 0,96% em julho —o maior aumento para o mês desde 2002.

O indicador acumula alta de 4,76% no ano e de 8,99% nos últimos 12 meses.

No Boletim Focus da última segunda-feira (09), o Banco Central divulgou a projeção da taxa Selic em 7,25% até o final de 2021, permanecendo a mesma para 2022. Já o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 6,88% em 2021 e 3,84% em 2022.

As projeções também indicam um crescimento para o país (PIB) de 5,30% em 2021 e 2,05% em 2022.

E como ficam os investimentos?

"Esse cenário mostra a importância de estar posicionado estrategicamente em nossos investimentos, podendo 'surfar as ondas' conforme o cenário econômico", afirma o analista.

As carteiras preparadas pelo analista aos assinantes do UOL têm, em sua maior composição, ativos de renda fixa ligados à taxa Selic, se beneficiando dessa alta dos juros.

"Além disso, os ativos de renda variável estão diversificados em setores e tipos de ativos. E cada um deles com uma tese de investimento baseada não só na qualidade dos ativos, mas também no cenário macroeconômico", afirma Bevilacqua.

Leia aqui o relatório completo preparado pelo analista sobre essa mudança de estratégia do Banco Central, e entenda como está o desempenho das ações indicadas por ele para os assinantes do UOL.

Para quem ainda não pegou as recomendações de investimentos, elas estão aqui. O investidor deve considerar que Magalu sai das carteiras e é substituída pela Via —ex-Via Varejo. Além disso, agora, a Raízen entra na lista das indicações.

- Carteira quem não aceita risco algum;

- Carteira para quem tem perfil mais conservador, mas aceita um pouquinho de risco;

- Carteira para quem é mais moderado;

- Carteira para quem aceita mais risco;

- Carteira para quem aceita alto risco.

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Tem alguma dúvida sobre algum investimento? Pode enviar para o Felipe: duvidasparceiro@uol.com.br

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo analista Felipe Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.

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